quinta-feira, 21 de maio de 2026

A propósito... Ponto e Vírgula, exclamo eu!


Nascido em 8 de julho de 1921, vai agora para os 105 anos de vida activa, "Edgar Morin é um filósofo e sociólogo francês da teoria da informação, reconhecido pelo seu trabalho sobre complexidade e "pensamento complexo" e pelas suas contribuições académicas em campos tão diversos como estudos de mídia, política, sociologia, antropologia visual, ecologia, educação e biologia de sistemas (...)" - síntese na Wikipedia. Numa entrevista publicada pela "Nova Escola", assumiu: "A escola mata a curiosidade"; e, numa outra, publicada na revista "Prosa, Verso e Arte" sublinhou: "(...) o modelo de ensino que foi instituído nos países ocidentais é aquele que separa os conhecimentos artificialmente através das disciplinas. E não é o que vemos na natureza. No caso de animais e vegetais, vamos notar que todos os conhecimentos são interligados. E a escola não ensina o que é o conhecimento, ele é apenas transmitido pelos educadores, o que é um reducionismo".



Ora bem, esta Escola, por muitas e interessantes que sejam as suas iniciativas, internas e externas, está conceptualmente errada, porque estruturalmente descompaginada do conhecimento oferecido por todas as outras ciências e sistemas. Diria que é a escola descompassada da Vida.

Da literatura ao cinema, do teatro às redes sociais, há muito que ecoam os gritos dos alunos sobre esta escola. É pois um erro confundir a aparência com a estrutura do próprio sistema. Morin insiste: "uma escola que transmite conteúdos, sem estimular perguntas, reflexão e ligação entre saberes, acaba por matar a curiosidade — que é justamente o motor do conhecimento".

Genericamente, para quem não se preocupa com estudos e análises mais profundos, bastar-lhes-á passar pela IA para concluir que esta escola "fragmenta o saber em disciplinas estanques; valoriza a memorização e os exames em vez de perguntas , pelo que, genericamente, transforma o aluno em receptor passivo, não em sujeito que investiga". São muito raras as excepções. Portanto, não me parece sensato, sejam quais forem os motivos, educativos, políticos e até os de natureza comercial que subjazem a certos projectos, que se confunda, repito, o que parece com o pensamento estrutural e científico, esse sim, portador de sucesso.


Aliás, basta um olhar sério sobre as estatísticas dos que ficam para trás, sobre os milhares que não estudam nem trabalham e sobre a "morte" dos talentos e sonhos. Assertivas e oxalá fizessem caminho entre políticos, professores e alunos, as palavras do Dr. Ricardo Miguel Oliveira, Director do Diário: "Não vos peço que sejam perfeitos. Peço-vos apenas que sejam curiosos, que não aceitem tudo sem questionar e que nunca deixem de pensar pela sua própria cabeça". Esta declaração encaixa, obviamente, em todos os actores. 

Ilustração: Google Imagens.

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