EDUCAÇÃO
SOB A MAIS LIVRE DAS CONSTITUIÇÕES UM POVO IGNORANTE É SEMPRE ESCRAVO Condorcet (1743/1794)
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segunda-feira, 1 de junho de 2026
No Dia da Criança
domingo, 31 de maio de 2026
Singapura tão distante... quando a solução está aqui tão perto!
Volta e meia regressam com um discurso sobre o sistema educativo de Singapura. Em tempos foi aquela ideia, também circunstancial, que a Madeira teria de ser ou viria a ser uma "Singapura do Atlântico". Não sei se morreu ou se ainda sobrevive pela propaganda política. Parece-me que sim, porque, agora, regressou no âmbito das conferências sobre o quinquagésimo aniversário da Autonomia. Na sede da Universidade da Madeira e com convidados vindos de fora, que nada acrescentaram, sublinho, foram ignorados aqueles que, certamente, terão pensamento científico e organizacional sobre este importante sector. Buscam inspiração em Singapura, a treze mil quilómetros de distância, quando a solução está aqui tão perto.
Ora, qualquer pessoa minimamente informada reconhecerá que o sistema educativo, tal como todos os outros sectores, necessita de um pensamento estruturado para ter sucesso. E que tal não é possível sem o estudo de múltiplas variáveis: as de natureza económica e financeira e consequente estrutura produtiva, as heranças culturais, históricas, geográficas, os valores sociais e familiares, a estrutura administrativa do Estado e as prioridades estabelecidas, a limitada autonomia da Região e a dos estabelecimentos de educação, a necessidade de revisão do que está plasmado em sede de Constituição da República (possibilitando a existência de um país com três sistemas educativos autónomos), a diversidade populacional, o PIB per capita e os indicadores de pobreza, a organização curricular e programática, o pensamento pedagógico, a formação e selecção inicial dos professores, a arquitectura dos espaços escolares, estes, entre muitos outros, como factores determinantes no desenho de um sistema educativo portador de futuro. Não é possível de outra maneira, pelo que é ridículo imaginar um sistema que, leviana e descontextualizadamente, integra um elemento daqui e outro dali, como se isso servisse para ilustrar qualquer comparação com outros espaços e intervenções de sucesso na aprendizagem.
Curioso, também, é que, durante 50 anos, nunca registei qualquer manifestação de interesse por um grande debate regional sobre o sistema, que juntasse o mundo político-partidário, os professores e investigadores de todos os níveis, pais, alunos, empresas e instituições sindicais; nunca foi possível contextualizar a escola com a família, as suas dinâmicas, a demografia, as questões sociais e a organização dos tempos de trabalho; nunca constatei qualquer preocupação sobre os currículos, programas, horários, as centenas de metas curriculares, algumas perfeitamente inúteis; nunca escutei uma palavra sobre correntes pedagógicas, novos conceitos de aula, de turma, de sala de aula, tpc, avaliações; jamais registei uma preocupação para travar a infernal burocracia, o número de alunos por estabelecimento, a rede, a arquitectura dos espaços escolares e o financiamento aos estabelecimentos privados em detrimento do sector público; até mesmo estudar o rigor, a disciplina, a violência na escola em contraponto com a violência da escola. E houve tempo mais que suficiente para tudo ser reequacionado visando uma escola para o tempo que estamos a viver. Criada aqui e contextualizada aqui, com verdade, ciência e autenticidade. A rotina marcou o ritmo e a escola transformou-se num espaço de "normalidade e tranquilidade". Como se fosse um spa, quando ela tem de ser vida!
Portanto, esta historieta de querer ser como Singapura não pega, porque não tem qualquer sustentabilidade no estudo, no trabalho e no discurso político. Nem Singapura nem a Finlândia como referências. Provam-no aqueles estabelecimentos de educação que tentam lançar projectos visionários e consequentes de acordo com a literatura existente. Na realidade não são bem vistos, porque os responsáveis políticos têm preferido a norma à inovação. A título de exemplo não deixa de ser paradigmático o que aconteceu na Escola 1,2,3 do Curral das Freiras. Lembram-se? Recordo que se encontrava no lugar 1 207º do ranking nacional e, consequência da paixão dos professores, liderados pelo Professor Joaquim José Sousa, saltou para as da frente, com a melhor média entre os estabelecimentos públicos no exame nacional de 9.º ano: "tinha 300 alunos, não tinha campainha, nem trabalhos de casa e os horários das aulas batiam certo com os do autocarro. Os seus mentores tornaram possível um melhor conhecimento, apesar de 92% dos alunos terem Acção Social Educativa (pobreza) e a internet não fazer parte das prioridades da maioria das famílias". O que aconteceu? Perseguiram-na e fundiram-na com uma outra de S. António, no Funchal. Ao invés de procurarem as suas virtualidades, não, bloquearam-na e dividiram-na, não sei se para reinar. Esta é a prova da "Singapura local" em todo o seu esplendor, que deixa para trás cerca de 7 000 jovens que não estudam nem trabalham. Valham-nos alguns estabelecimentos particulares que, contra a corrente, nos limites da legislação normativa, seguem outros pensamentos organizacionais e pedagógicos.
Ilustração: Google Imagens.
quinta-feira, 21 de maio de 2026
A propósito... Ponto e Vírgula, exclamo eu!
Nascido em 8 de julho de 1921, vai agora para os 105 anos de vida activa, "Edgar Morin é um filósofo e sociólogo francês da teoria da informação, reconhecido pelo seu trabalho sobre complexidade e "pensamento complexo" e pelas suas contribuições académicas em campos tão diversos como estudos de mídia, política, sociologia, antropologia visual, ecologia, educação e biologia de sistemas (...)" - síntese na Wikipedia. Numa entrevista publicada pela "Nova Escola", assumiu: "A escola mata a curiosidade"; e, numa outra, publicada na revista "Prosa, Verso e Arte" sublinhou: "(...) o modelo de ensino que foi instituído nos países ocidentais é aquele que separa os conhecimentos artificialmente através das disciplinas. E não é o que vemos na natureza. No caso de animais e vegetais, vamos notar que todos os conhecimentos são interligados. E a escola não ensina o que é o conhecimento, ele é apenas transmitido pelos educadores, o que é um reducionismo".
Ora bem, esta Escola, por muitas e interessantes que sejam as suas iniciativas, internas e externas, está conceptualmente errada, porque estruturalmente descompaginada do conhecimento oferecido por todas as outras ciências e sistemas. Diria que é a escola descompassada da Vida.
quinta-feira, 5 de março de 2026
Respeitar o sonho e o talento
Li, com muito entusiasmo, uma entrevista publicada na edição do DIÁRIO do último Domingo, da autoria do jornalista Rúben Santos. Protagonista, o Engenheiro madeirense Guilherme Cristóvão, natural de S. Vicente. Um percurso de vida muito interessante, perseguindo o sonho e o seu talento. Uma entrevista, pelo menos para mim, deliciosa, porque vem ao encontro do que penso sobre o processo de aprendizagem e sobre um sistema educativo que não mate o sonho que cada um de nós transporta.
O engenheiro desta história não ficou pelo que o sistema educativo lhe impôs. Ao ponto de, tendo um Dissertação de Mestrado pronta para ser entregue e debatida, abandonou-a para seguir outro caminho que o sonho e mesmo o talento lhe indicavam. E, hoje, aos 26 anos, resume a sua vida numa frase tão simples quanto profunda: mais do que mil diplomas académicos (...) "nunca fui destinado a ser brilhante, mas sempre tentei brilhar".
"(...) Se alguém pensa que na Fórmula 1 não se falha, engana-se. Falha-se e falha-se muito. Mas a cultura é diferente. Quanto mais depressa se falha, mais depressa se aprende (...) O segredo não está em evitar o erro a todo o custo, mas na velocidade de reacção (...) A curva de aprendizagem é exponencial porque somos forçados a aprender com as falhas, imediatamente".
domingo, 15 de fevereiro de 2026
A necessidade de uma obsessão pelo futuro
Ora bem, uma coisa é ser Licenciado(a), Mestre(a) ou Doutor(a) e ter um percurso académico de excelência reconhecido pelos seus pares; outra, bem diferente, é associar qualquer formação a dois campos de relevante interesse: uma visão da complexidade multidisciplinar do futuro; simultaneamente, uma capacidade para, politicamente, antecipá-lo, planeá-lo e executá-lo com convicção e determinação. Combinar a formação com a concretização no contexto da governação, não é fácil, eu sei. Um dia, um distinto Colega, qual metáfora, disse-me que, com esta minha leitura assente na exigência, no rigor e na responsabilidade, melhor seria eu "ir a uma olaria"! Pois, percebi e percebo a dificuldade.
Perfazem, hoje, 15 de Fevereiro, cinco meses de governação da Doutora Elsa Fernandes como Secretária Regional da Educação. Para que fique claro: não a conheço no plano pessoal e nunca nos cruzámos em qualquer situação. Apenas nutro um natural respeito pelo seu percurso e, certamente, competência profissional na área que se especializou. É, portanto, no outro espaço, no da intervenção política, que me foco. Simplesmente porque é responsável pelas características da escola que ainda temos e pelo futuro dos que a frequentam. Ademais, não se trata de uma questão de natureza partidária, mas sim, repito, de responsabilidade política na construção do amanhã.
E se a escola se justifica em função da construção do futuro, esse futuro que se nos apresenta cheio de sinais complexos e paradoxais, que fazem prever o que aí vem, o sistema educativo e quem o interpreta, não pode evidenciar ausência de memória e de visão. Se outro não for o caminho, qualquer arrisca-se a repeti-lo deixando um rasto de uma enorme frustração. Confesso que não fiquei com qualquer esperança quando, há cinco meses, escutei as palavras ditas no decorrer da tomada de posse. Teria sido o momento da mensagem esclarecedora ao que vinha. Passado este tempo, infelizmente, confirma-se a minha continuada desilusão. Este sistema continua a viver na inconsistência do paleio político circunstancial e de tudo o que seja motivo de propaganda que promova a ideia pública que a escola está bem e se recomenda. Aliás, basta ler alguns autores e pensadores de referência, basta uma passagem pelo youtube e assistir a tanto e abundante pensamento, basta ter uma leitura transversal de todos os outros sistemas que interagem com o educativo, basta visitar países e escolas do topo da educação, basta ler as estatísticas, basta escutar o que, genericamente, os alunos pensam da escola que lhes oferecem, basta ter presente os números aterradores dos internamentos em psiquiatria (25% dos alunos do 5º ao 12º ano apresentam, no quadro organizacional deste sistema, um significativo mal-estar psicológico), basta ter presente o que dizem tantos professores que (sobre)vivem em Burnout (70 a 75%) pela pressão angustiante que os leva a se manifestarem: uns dizendo que tomam medicação a mais por causa da escola; outros, que se desejam aposentar, basta um olhar atento para os motivos que conduzem a 6 000 jovens que, por aqui, nem estudam nem trabalham, basta que tenhamos presente que 41% dos jovens diplomados revelam ter apenas competências para ler textos simples e fazer interpretações básicas, basta uma leitura profunda sobre o Mundo, sobre o nosso país, sobre a Região e as inúmeras iliteracias, basta ter consciência das graves limitações na qualificação profissional face às exigências da vida colectiva, enfim, tudo isto, sumariamente, exige pensamento e assertividade de quem assume um cargo político. Quando esse pensamento não existe, transmite-se a ideia do vazio e o político fica, naturalmente, reduzido a mais um de turno. Pelo contrário, precisamos de quem transporte uma mensagem portadora de futuro a qual, na esteira de Michel de Montaigne (1533/1592), assuma que "uma cabeça bem feita vale mais que uma cabeça cheia".
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
Não fosse o "vício de trabalhar para a nota", a IA era menos angustiante
“Não seria mais adequado uma mudança cultural, com ajuste do uso da IA e novas competências para a sua gestão? E se não houvesse este vício nacional de ‘trabalhar para a nota’ e se valorizasse mais o conhecimento (o progresso e o processo)? Será que a IA era assim tão útil se os alunos fossem motivados a adorar pensar e entender as coisas?” — pergunta Gaspar de Matos.
O "vício de trabalhar para a nota" tem os dias contados?A conclusão que a OCDE destaca é esta: quando usadas de forma pedagógica, as ferramentas de IA “generalistas” podem funcionar como apoio aos alunos. Essencial é que os professores desenvolvam competências pedagógicas que as integrem no ensino e nas tarefas que propõem. Incentivem a autonomia dos estudantes. E “dêem ênfase ao processo — como os alunos pensam e aprendem — em vez de ao produto final”.
domingo, 21 de dezembro de 2025
Até quando durará o "espírito de missão" dos professores?
quinta-feira, 27 de novembro de 2025
Abertura do Ano Académico 2025/2026
Confesso que na preparação deste que se pretende seja um momento breve, tive uma sensação de nostalgia… Andei para trás no tempo, num tempo em que os brancos só existiam no cabelo dos outros e os abdominais ainda se contavam no plural… Saí da Madeira com 18 anos, para ir estudar Gestão em Lisboa. Nessa altura, mesmo querendo, não podia ter ficado na Madeira pois o curso que eu tinha escolhido não existia por cá.
Fui acompanhado pelo meu Pai que, no caminho, aproveitou para me explicar, bem à maneira dele, que se eu achava que ia embora com outro propósito que não o de estudar, estava bem enganado. E tratou de negociar, que é como se diz lá por casa impor, a mesada coincidente com esse objetivo…
Temos de ser capazes de fomentar a discussão em vez de formatar o pensamento. De alimentar a divergência civilizada em detrimento do discurso a uma só voz. De viver com o erro, a experimentação e o risco, de contribuir para que os alunos saiam das suas zonas de conforto. De compreender que há muitas respostas certas para a mesma pergunta, desde que devidamente fundamentada. Temos, portanto, de aceitar e saber mudar porque não podemos esperar um resultado diferente se continuarmos a agir da mesma forma. Temos de trabalhar, hoje e sempre, porque a liberdade não pode nunca ser dada por garantida, nem muito menos deve ser egoísta.
Claro que isto não pretende ser um retrato da situação actual, nem que seja porque não gosto de generalizações. Mas temos de ter cuidado com esta prevalência do “Eu” em detrimento do “Nós”. Não vale, não pode valer tudo nem nenhum indivíduo é maior do que o grupo em que se insere.Se insistirmos em transformar as Universidades em fábricas de notas, onde se promove a competição e onde o critério de avaliação passa somente por exames, sem mais nada, não vamos lá.Temos de acabar com esta cultura onde só se fala de excelência, desvalorizando todos os outros percursos que são feitos com igual sangue, suor e lágrimas e que têm igualmente muito mérito.Temos de entender que deve existir uma relação entre aquilo que o mercado e as empresas procuram e os métodos que utilizamos para transmitir conhecimento. Que não se pense que evoluir é passar de um quadro a giz para um projetor de “powerpoints”!
quinta-feira, 6 de novembro de 2025
Olimpíadas da Matemática
Organizado pela Sociedade Portuguesa de Matemática decorreu, ontem (05.11.2025), a primeira fase das "Olimpíadas da Matemática, distribuída por todos os anos de escolaridade. Está em causa, assume a SPM, a "qualidade do raciocínio, a criatividade e a imaginação dos estudantes. São factores importantes na determinação das classificações, o rigor lógico, a clareza da exposição e a elegância da resolução (...)".
Tive acesso à prova destinada a alunos do 5º ano (10 anos). Se a mim, vários problemas deixaram-me, à partida, com um nó cego na minha qualidade de raciocínio, imagino o que se terá passado com aquelas crianças.
Depois, falam de "criatividade e imaginação". Como? Se a resposta ou está certa ou errada!
Respeito, profissionalmente, quem elaborou a dita prova (que não prova nada), mas julgo que não é por aqui que se desenvolve a capacidade cognitiva. São múltiplas e vastíssimas as variáveis que confluem no processo cognitivo, essas sim que possibilitam o transfere face às diversas situações. Ora, o que está aqui bem evidente é a pressa e o resultado desligado de outras determinantes capacidades. A vítima, essa, continua a ser a criança.
Mais grave, ainda, leio o ponto 1 (a, b, c, d e e) onde a opção correcta vale 4 pontos e cada opção errada, menos um ponto. Pressão sobre pressão!
Deixo aqui a questão e) à leitura dos que por aqui passarem.
Depois, o que é sensível na prática, constata-se o desacerto de muito alunos com a Matemática.
quinta-feira, 30 de outubro de 2025
O que há muitos anos tantos andam a dizer
O SISTEMA EDUCATIVO TEM DE MUDAR
OU IMPORTANTE TEM SIDO MANTER O ESTADO DE IGNORÂNCIA?
𝗤𝘂𝗮𝗻𝗱𝗼 𝗮 𝗲𝘀𝗰𝗼𝗹𝗮 𝗳𝗮𝗯𝗿𝗶𝗰𝗮 𝗽𝗮𝗽𝗮𝗴𝗮𝗶𝗼𝘀 𝗲𝗺 𝘃𝗲𝘇 𝗱𝗲 𝗰𝗶𝗱𝗮𝗱𝗮̃𝗼𝘀
Este gráfico, com as suas cores inocentes de feira barata, não é estatística: é o retrato de um cadáver. Cada barra uma lápide, cada percentagem uma derrota. Décadas de ministérios e secretarias entretidos a carimbar papéis, a inventar reformas que nunca reformaram, a fabricar uma escola que não ensina ninguém a pensar, apenas a repetir como eco do vazio o que lhe mandam. O cérebro reduzido a armário de arquivo, o professor transformado em empregado de balcão.
segunda-feira, 20 de outubro de 2025
A Escola pública não está à venda nem em saldos!
Na edição de hoje do DN-Madeira, o proprietário do infantário "O Polegarzinho", Dr. José Luís Nunes, também presidente da Assembleia Municipal do Funchal (PSD), a propósito da saída de muitos professores e educadores da esfera privada para o sector público, assumiu: "Não somos nós que vamos ter escolas abertas não rentáveis". Por isso, reivindicou mais apoios. As suas declarações vão todas nesse sentido. Com uma que, por não ser verdade, merece reparo: "Por que é que as educadoras querem ir para o público? Porque "trabalham menos, a responsabilidade é zero, porque não têm um patrão que veja as coisas" (...) o patrão privado "é mais personalizado, é mais responsável, é mais exigente", assumiu. Trata-se de uma avaliação sem qualquer consistência e constitui uma ofensa aos profissionais que trabalham no sector público. Mas, adiante.
Este é um tema velhinho e com barbas! Desta vez, não me lembro antes ter sido tão frontal, descarada, mas também verdadeira, a posição que a aprendizagem é um NEGÓCIO: "Não somos nós que vamos ter escolas abertas não rentáveis".
quinta-feira, 9 de outubro de 2025
Professores portugueses, nº 1 em vários tipos de stress
Nem sempre estamos em 1.º lugar nos estudos da OCDE sobre educação, mas no que diz respeito ao stress dos professores, estamos. O TALIS 2024 (Teaching and Learning International Survey) é o maior estudo internacional sobre professores. A última edição foi feita com base em questionários a 280 mil docentes, de 17 mil escolas, de 55 sistemas educativos, incluindo Portugal. Tem a chancela da OCDE.
Uma das perguntas a que procura dar resposta é esta: quais são as principais fontes de stress e mal-estar que estes profissionais identificam no seu trabalho? Ponto prévio: são comuns a muitos sistemas educativos. Mas não atacam com a mesma intensidade.













