SOB A MAIS LIVRE DAS CONSTITUIÇÕES UM POVO IGNORANTE É SEMPRE ESCRAVO Condorcet (1743/1794)
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
Não fosse o "vício de trabalhar para a nota", a IA era menos angustiante
quarta-feira, 27 de agosto de 2025
Repensando a Educação no Século XXI
"A sociedade atual caracteriza-se pela aceleração das tecnologias digitais e pela omnipresença dos meios de comunicação, levando Sartori (2012) a designar este fenómeno como "sociedade teledirigida". Nesse contexto, a formação humana corre o risco de se reduzir à passividade do homo videns, um ser que consome imagens e informações fragmentadas de forma superficial, sem reflexão crítica.
Neste sentido a escola enfrenta cada vez mais desafios que vão para além da mera transmissão de conteúdos (...). Há que desenvolver nos alunos uma literacia digital crítica que transcende o uso técnico da tecnologia. Num ambiente saturado de estímulos audiovisuais e informações instantâneas, torna-se essencial sensibilizar os alunos para combater o pensamento superficial e a passividade gerados pelo consumo digital, incentivando práticas de aprendizagem ativa, dialógica, crítica e reflexiva.
Como educadores e professores assumimos, assim, a responsabilidade de formar cidadãos autónomos, capazes de dialogar, respeitar a diversidade e agir com ética, filtrando e transformando conteúdos em conhecimento significativo (...)".
NOTA
Artigo da autoria de Cristiana Pizarro Madureira, publicado na Revista A Página da Educação, número 225, edição Verão de 2025. É Doutorada em Educação, Mestre em Sociologia da Educação e Políticas Educativas e Licenciada em Educação. É investigadora integrada no Centro de Investigação Transdisciplinar “Cultura, Espaço e Memória”, da Universidade do Porto.
segunda-feira, 18 de setembro de 2023
A Escola é muito mais que o ecrã
Li, com "paciência de Jó", a fuga para a frente do secretário regional da Educação, relativamente à implementação dos "manuais digitais" - Dnotícias / pág. 4 / 17.09.23. Ao Domingo, lá vem a encomenda sobre o que dá jeito abordar. É o dia que as pessoas mais tempo têm para ler, não é? Mas o contraponto não existe. Fala a solo, como se fosse o centro do conhecimento, habilidosamente fugindo às questões de fundo, aos contextos e sobretudo martelando estatísticas susceptíveis de conduzirem os incautos à admissão da sua verdade.
É-me difícil aceitar que assim não seja e, por isso, coloco fora do processo aqueles que se fecham na sua torre de marfim, fugindo ao conhecimento, ao confronto das ideias e tornando a sua verdade numa verdade absoluta. Coitados dos que não admitem o "erro primeiro". Deviam ter presente, entre outros, Gaston Bachellard (1968): "A ciência é um discurso verdadeiro sob fundo de erro" (...) "as construções passadas devem ceder lugar às novas construções". Simples.
Nem de propósito, Francisco Laranjo, numa opinião publicada no Jornal Público (19.06.2023), sintetizou:
"Numa altura em que as escolas adotam medidas de transição digital sem base científica que as valide, é fundamental recentrar a discussão na educação que queremos, e não nos dispositivos a usar".
Portanto, a questão não está sequer, como enalteceu o secretário regional, na não utilização dos "manuais digitais" no pré-escolar e no primeiro ciclo, mas em saber que educação queremos que seja portadora de futuro. O secretário já provou que NÃO SABE. Não sabe, porque a ela nunca se referiu, concretamente, sobre o projecto educativo a oito, doze ou dezasseis anos. Não se lhe conhece uma ideia para o sistema educativo. O que se constata é que as peças do edifício da educação são colocadas, desajeitadamente, sem uma ordem de precedência em função de um objectivo. Adiante.
Na utilização da tecnologia, o que hoje está a acontecer em função de muitos estudos é um "(...) processo que procura reparar os danos causados pela precipitada transição, na forma de investimento nas novas gerações". Não tem nada a ver com a Covid 19, como li. E este assunto, porque é complexo, deve ser debatido e nunca deixado nas mãos de uma só cabeça política e dos vendedores de tecnologia.
"(...) a tecnologia não é necessariamente equivalente a progresso. Temos tecnologias fabulosas, que fazem coisas espantosas e estamos viciados nelas, mas entre tecnologia e progresso nem sempre a relação é de um para um. Por isso, temos de ter alguma cautela quanto aos danos em certas áreas, nomeadamente em áreas tão sensíveis como a educação." (...) “O efeito do tempo passado em frente a um ecrã reforça a clivagem digital secundária (que é cognitiva)".
Por outro lado, para Andreas Schleicher, director de Educação e Competências da OCDE, "quanto maior e mais frequente for a utilização da tecnologia digital na sala de aula, pior será o desempenho dos alunos no teste de leitura digital", referiu na sua apresentação Van der Weel. Se antigamente se acreditava que era preciso levar os ecrãs para as salas de aulas, para que as crianças socialmente mais desfavorecidas tivessem também acesso a estas ferramentas, essa percepção mudou. (Jornal Público)
terça-feira, 29 de agosto de 2023
A necessidade de repensar tudo
Dos Estados Unidos a vários países europeus, mesmo aqueles reconhecidos como tendo sistemas educativos de reconhecida qualidade, os manuais digitais e outros equipamentos estão a ser colocados em causa e mesmo abandonados. Não significa isto, como aqui já tive a oportunidade de equacionar, o abandono da tecnologia. Não é disso que se trata, aliás, seria um contrassenso, quando se vive num mundo onde os meios tecnológicos ganham cada vez maior relevância nas nossas vidas.
O problema é outro e muito mais profundo. E esse tem de ser estudado. Por que razão "a Suécia está a planear deixar de lado os computadores nas escolas e regressar ao ensino baseado nos livros? O motivo, explicam, é a diminuição das competências de leitura e escrita dos alunos".
"(...) o bom ensino supera uma escolha tecnológica pobre, mas a tecnologia nunca salvará o mau ensino".
sábado, 17 de junho de 2023
Tecnologia na escola
Segui um uma peça integrada no Jornal Nacional da TVI. No essencial: "A Suécia está a tirar os computadores das escolas". A diversa tecnologia que tem sido considerada o novo lápis, papel e livro dos estudantes, numa leitura superficial, sofre agora um revés, porque, disse a ministra da Educação, "(...) estamos em risco de criar uma geração de analfabetos funcionais na Suécia". "Um em cada cinco professores garante que os alunos nunca ou quase nunca escrevem à mão", escutei na referida peça.
Ora bem, esta posição, deduzi na compaginação com outras leituras, parecendo drástica não o é. Destina-se a recentrar o equilíbrio que deve existir entre a tecnologia e a aprendizagem. Não se trata de um regresso ao passado, a um "apagão digital na escola", mas tão somente corrigir pressupostos assumidos como única e irreversível via.
Ao seguir a peça lembrei-me do que deixei escrito no meu livro "A Escola é uma seca", onde transcrevi a posição de Tony Bates (Microsoft): "o bom ensino supera uma escolha tecnológica pobre, mas a tecnologia nunca salvará o mau ensino". Por isso, não me foi estranho que uma das figuras que abordou este tema tivesse sublinhado: "Alguns dos maiores gurus da tecnologia estão a mandar os próprios filhos para escolas sem computadores".
Portanto, a tecnologia tem de ser mais um meio, importantíssimo, ao dispor da aprendizagem. O que tem de mudar, e há políticos que não conseguem ver e aceitar isto, é tudo quanto de forma estática e ultrapassada se anda a propor às crianças e jovens: os currículos e os programas desfasados da vida real, a questão pedagógica, a posição que os professores devem assumir perante o novo mundo (de facto admirável), a obsessão por uma avaliação de sentido único, a morte do sonho e a falta de respeito pelo talento que cada um transporta, a infernal burocracia que invade os estabelecimentos de aprendizagem, as noções de aula e de turma, no fundo, o que tem de mudar é um sistema que não se centra numa aprendizagem com significado.
Isto conduz-me a assumir, uma vez mais, que não é com os "manuais digitais" ou com "salas de aula do futuro", falando de robótica ou de qualquer coisa parecida que, a prazo, a Região disporá de uma maioria de alunos felizes (professores, também) e com uma acrescentada capacidade de resposta aos novos problemas. Transportar o manual segmentado e estático para dentro de um digital, mantendo a mesma mentalidade que tem caracterizado a aprendizagem, equivale à obtenção, no futuro, dos mesmos resultados senão piores dos que hoje são públicos e notórios.
Ou por ignorância ou por ausência de responsabilidade política, a verdade é que continuam a insistir na tecla errada. Melhor dizendo, continuam a dar uma "resposta certa para um problema errado". Aliás, qualquer pessoa compreenderá que quem vende a tecnologia dos "manuais digitais", posteriormente, venha assumir, em conferência, que este é um mau produto ou mesmo desaconselhável. O produtor de conteúdos deseja vender e, por isso, faz a propaganda que mais lhe interessa. Parece-me óbvio. E é isso que está a acontecer. Paleio em que uns vendem e outros aceitam a compra como mezinha para todos os males. Aliás, explicou o Doutor Santana Castilho, em declarações à RTP-Madeira, que "(...) Estudos feitos por centros de investigação e cientistas da neurociência concluíram que o desenvolvimento cognitivo dos jovens que tiveram um grande mergulho nas tecnologias digitais aos 11 anos está similar àquele que há 30 anos as crianças tinham com 8/9 anos de idade".
Ora bem, a desconfiança está lançada. E porque os sinais deixam uma acentuada perplexidade, bom seria que o governo da Madeira (e o do país) assumisse a necessidade de provocar uma grande mesa de diálogo (debate) com cientistas, professores universitários e todos os outros, investigadores, autores, psicólogos, sociólogos, enfim, com todos os que pudessem oferecer um sustentado pensamento sobre este tema. Fechar-se, como tem sido apanágio, em uma pressuposta verdade, equivalerá seguir um caminho com consequências desastrosas no futuro.
Proponho mas, confesso, que são limitadas as minhas esperanças. Nem de propósito, esta manhã, recebi um cartoon interessante onde uma professora pergunta a um aluno: "qual é o tempo verbal na frase... "eu procuro um político que trabalhe para o povo". Resposta do aluno: "tempo perdido".
Ilustração: Google Imagens.
quarta-feira, 19 de abril de 2023
"O melhor ensino de Portugal é aqui"
A frase foi dita ontem pelo Senhor presidente do governo regional da Madeira, no decorrer de uma visita a uma denominada "sala do futuro", no âmbito, li, da criação de "ambientes inovadores de aprendizagem". "O melhor ensino de Portugal é aqui", disse, no ensino em geral, nas artes e no desporto. Fiquei estarrecido face à sua continuada preocupação pela "inteligência artificial"! Fez-me lembrar o saudoso Jornalista Carlos Pinhão (A Bola) na sua página de corrosivo humor e que eu trago sempre em memória.
Mas quanto às declarações eu percebo-as no quadro da propaganda política. Mas isso não deixa de incomodar e de revelar desconhecimento do que deve ser uma política educativa de qualidade e portadora de futuro. A que vivemos prova-se, através de muitos indicadores, que não é. E quanto à tecnologia torna-se necessário repensar todo o processo ao invés de embarcar em modas ou ideias sem a devida sustentabilidade científica. É óbvio que a tecnologia tem de estar presente, não a podemos ignorar, o problema é saber como, quando e porquê utilizá-la.
Michel Desmurget escreveu A Fábrica de Cretinos Digitais. Entretanto, li um oportuno artigo assinado por António Carlos Cortez, professor, poeta e crítico literário, que transcreve uma parte interessante do livro de Michel Desmurget. Escreve o ensaísta francês, Prémio Femina de Ensaio em 2020:
segunda-feira, 17 de abril de 2023
O digital no ensino: uma fábrica de cretinos
Não sei se os diretores de escola, os pais, ou muitos professores leram o livro de Michel Desmurget, A Fábrica de Cretinos Digitais (o título do meu artigo glosa o livro do neurocientista francês), mas, num país como o nosso onde quem governa só segue modas e obedece a obscuras razões de interesse nacional para, como é o caso do digital na Educação, obrigar alunos, professores e pais a serem os técnicos de informática que nunca escolheram ser; num país assim, convém jogar forte e chamar os bois pelos nomes: a ditadura digital existe e a reboque dela estamos a perder gerações inteiras de estudantes e de docentes que seriam melhores estudantes e melhores docentes se tivessem tempo para fazer do livro o meio essencial das aprendizagens. Queixamo-nos de se ler pouco em Portugal.
Pois bem, para que tal aconteça, quem ensina precisa de ter três condições fundamentais (as condições do investigador), sem as quais a Escola e a Universidade não existem: dinheiro, tempo e habitação. Dinheiro para comprar cultura livresca; tempo para fruir essa cultura, casas dignas onde ter "um quarto só seu". Escreveu Rousseau: "A questão no ensino não é ganhar tempo, mas perdê-lo." Para quando, em Portugal, medidas que tornem este país mais livre e menos provincianamente fascinado pelas "luzes impuras" do suposto progresso tecnológico que, se existe, nos põe, a todos, e contrariamente às promessas de uma vida melhor, de gatas.
Dizemos que não há uma "cidadania ativa". Constatamos que se lê pouco ou nada neste pobre país, que é um país pobre. Como haver consciência política, cidadania ativa, gente culta e, por isso, mais exigente consigo e com os outros, com os governantes e empresários, se tudo, hoje, está de cabeça caída por sobre os ecrãs e não são poucos os escuteiros que pugnam pelo computador em vez do livro? Isso é especialmente verdade no campo do ensino. Mas quem defende o computador, o manual digital, a parafernália dos ecrãs, leu Michel Desmurget? Não? Aqui ficam, então, alguns excertos que deveriam fazer soar os alarmes nas escolas e nas universidades, nas famílias e nas empresas.
Escreve o ensaísta francês, Prémio Femina de Ensaio em 2020: "Aos 2 anos as crianças dos países ocidentais consagram todos os dias quase 3 horas ao ecrã. Entre os 8 e os 12 anos, esse tempo aumenta para cerca de 4h e 45 min; entre os 13 e os 18, a exposição é, em média, de 6 h e 45 min. Em termos anuais são cerca de 1000 horas para um aluno do 1.º ciclo; e 1700 para um aluno do 2.º ciclo. Para alunos do 3.º ciclo e Secundário, falamos de 2400 horas anuais, o equivalente a um ano e meio de trabalho a tempo inteiro." Não é suficiente para alterar o plano de transformar as escolas em centros de informática? Não é suficientemente grave? Então há mais: Desmurget confirma (com recurso a gráficos, mapas neuronais, estatísticas) os males que o digital inflige a toda uma nova geração de adictos (drogados) dos ecrãs: os smartphones, os tablets, a televisão, os computadores contribuem para a obesidade, o aumento de doenças cardiovasculares; potencia a agressividade (experimentem proibir o uso do telemóvel a crianças e adolescentes... a reação será sintomática do grau de adição), perturba o regime do sono, promove, ao nível do comportamento, a depressão e a ansiedade, e, cognitivamente, afeta a linguagem (que empobrece), a concentração (6 minutos é o tempo de leitura dos estudantes, hoje), a memorização (o ChatGPT virá cavar mais fundo ainda o buraco negro da memória onde todas as aprendizagens - as poucas dignas desse nome - se afundam e perdem).
quarta-feira, 2 de novembro de 2022
“O professor não ensina aquilo que diz, transmite aquilo que é”
Entrevista a José Pacheco:
por Ana Isabel Fernandes,

“Não há alunos com dificuldades de aprendizagem; há professores com dificuldades de ensinagem…”, ressalva-nos mais do que uma vez José Pacheco que, após mais de 30 anos na Escola da Ponte, em Vila das Aves, ruma ao Brasil, tal como Agostinho da Silva, porque crê que o desenvolvimento do ensino do futuro está-se a dar a Sul e não, como etnocentricamente gostamos de pensar, a Norte. Do outro lado do oceano apoiou, por exemplo, o nascimento do núcleo projecto Âncora, que auxilia alunos socialmente desfavorecidos e é tida, actualmente, como uma das melhores escolas do mundo. Chegou à Escola da Ponte como professor substituto de uma docente em baixa de maternidade, ainda nos anos 70, e tinha a seu cargo uma turma de 60 alunos das mais variadas idades. Foi esta situação que o instigou a pensar e repensar os paradigmas da educação. Assim, dessa forma, desenvolve, na época, um novo e dinâmico projecto pedagógico, juntamente com duas colegas, a partir do qual nascem as premissas que regem a Escola da Ponte até aos dias de hoje, agora em São Tomé de Negrelos. Autonomia, liberdade, responsabilidade, entreajuda, noção de comunidade e criatividade em que é o próprio aluno a propor-se para avaliação quando se achar preparado.

Apesar da publicação de decretos e dos esforços de bons educadores, a inclusão continua a ser uma miragem. Será necessário assumir o princípio de que não há alunos com dificuldades de aprendizagem, mas professores com dificuldades de ensinagem. Será necessário reconhecer que todas as crianças são “especiais”. E de que as escolas deverão abandonar práticas fundadas no paradigma instrucionista, substituindo-as por práticas fundadas no paradigma da aprendizagem e da comunicação. A educação é um direito de todos. Só poderá ser inclusiva. Ou não será educação…
Mas ainda há quem ignore a existência do princípio do isomorfismo na formação, quem creia que a teoria precede a prática, quem considere o formando como objeto de formação quando deveria ser tomado como sujeito em autotransformação no contexto de uma equipa, com um projeto. Prevalecem práticas carentes de comunicação dialógica, culturas de formação individualistas, de competitividade negativa, de que está ausente o trabalho em equipa.


segunda-feira, 24 de outubro de 2022
Tecnologia não é "meter" os manuais em papel no tablet!
Quem o diz é o professor Santana Castilho, que aponta os Estados Unidos da América como um país que abandonou a estratégia. Entre as razões estava o aumento das doenças oftalmológicas.
quarta-feira, 5 de outubro de 2022
"Sala do Futuro"? Não seria melhor designarem por "laboratório tecnológico"?
Na política, deixa-me um rasto de pena aqueles que, discursivamente, conduzem ao engano através da artimanha das palavras, dos sentidos e dos ares convencidos que uma determinada orientação é a melhor para o povo. Sinto comiseração quando cruzo, o pouco que sei com aquilo que dizem, em função do conhecimento que existe. Vem isto a propósito das anunciadas "salas de aula do futuro". Sobre este assunto já diversas vezes escrevi (ver links no final do texto), mas entendo que vale a pena voltar ao assunto.
sábado, 4 de julho de 2020
Então o ensino a distância não foi um sucesso?
FACTO
COMENTÁRIO














